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domingo, 3 de janeiro de 2016

Chuva






Pelo vidro consigo ficar hipnotizada com as gotas da chuva que caem, criando formas engraçadas ao meu ver. À medida que a chuva fica mais ou menos intensa, essas formas unem-se, criando quadros mágicos ou separam-se como peças únicas num quadro pintado com sabores diferentes da natureza. 

Nesta meditação, deixo-me emergir e sentir gratidão por tão grandiosa beleza espelhada em cada gota, que com um ritmo próprio cai, esborrachando-se numa estética inigualável e única. 
Ao mesmo tempo que pondero sair para a chuva, sem aqueles instrumentos que servem de telhados pequenos, reparo noutros seres contentes, a quem a chuva parece ser motivo de festa no jardim em frente. Pardais dançam na chuva, como se ela quase não existisse. Procuram a sua comida, saltitam, como molas numa dança só por eles conhecida, mas que me faz rir.

E penso: “aqui estou eu indecisa entre apanhar chuva num espaço de metros e estes voadores saltam contentes enquanto procuram comida e se alimentam..... Realmente que excesso de perfeccionismo, criado por uma sociedade em que tudo o que é diferente parece quase ser um crime. Como seriamos mais felizes no sentir e usufruir de momentos tão simples como este”.
Ao mesmo tempo aprecio um dos pardais a abrir a sua asa, com tão grande segurança e encanto, que fico a apreciar as suas penas bem afastadas, enquanto com o seu bico vai a um lugar específico fazer algo. “Talvez tenha cócegas com a chuva”, sai esse pensamento de mim e sorrio. 

Quantas vezes paramos assim? Quantas vezes sentimos?

Fotografia: www.pinterest.com

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Pausa para amar


Aproveitei uma pausa e fui fazer outra maior. Em direção a praia, caminhei para usufruir da natureza e sentir o mar a entrar por mim dentro. O sol... Bem este sol que aquece o corpo e alma tem um sabor profundo de renascimento em mim. Quase me sinto um gato a usufruir de tão agradável energia que o sol nos dá. E como gato, encontro um lugar particular a escutar o mar e a meditar. Não sei se vocês gostam de meditar. Nem sei se apreciam tanto o sol e o mar como eu. Mas uma coisa eu sei, quando medito na natureza, renovo-me e algo dentro de mim se transforma. 

Tenho prazer de estar comigo e em mim. E existe uma paz especial no silêncio que me presenteia com uma magnitude sem fronteiras. A tal magnitude que o nosso ser é!

Tinha acabado as consultas de regressão e cada uma tem algo de misterioso, fascinante e único. Para mim é sempre uma novidade e surpresa que abraço e agradeço. 

Uma das regressões mexeu comigo porque me fez lembrar partes minhas de um passado distante.
A senhora a que dou o nome de Renata estava na vida atual com problemas de relacionamentos. Regrediu a uma vida passada em que teve de ser coroada por obrigação e cuidar de um reino. Tudo o que ela gostava era de estar com as empregadas e partilhar as diferentes sabedorias da vida. Para ela casar era uma questão que nem se colocava pela responsabilidade que tinha. Mas ao mesmo tempo o amor não escolhe fronteiras e as paixões vinham bater-lhe à porta do coração. 
Deixou-me a pensar quantas vezes colocamos o correto, o social, o que é "dever", em detrimento do que somos e do que sonhamos como vida, como sonho de vida e vida de sonho.
E o facto de querermos sair da tal parametrização, ganhamos uns rótulos engraçados que até podemos colecionar como citações de lembrança pelo facto de sermos e quereremos permanecer diferentes. 
Gosto de certos nomes que também me são colocados e nalguns, confesso, que encaixo na perfeição! Não fosse a perfeição algo hiper fantástico para mim. 

Enquanto meditava como os gatos, senti a gratidão que provavelmente eles sentem, de estar/ser feliz, em paz, em amor comigo mesma. Gratidão por quem sou, pelo meu trabalho e por quem vem até mim e recebe muito mais do que uma simples consulta ou uma resposta na sua caminhada.
E é com o coração cheio que partilho as mais valias de ser um outro ser, num mundo menos conhecido, mas que cada vez tem mais adeptos a todos os níveis. 
Obrigada por fazer parte deste plano. Obrigada a ti, porque sei que estas palavras ressoam contigo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

MEDITAÇÃO DA LUA CHEIA Pelo Mestre Tibetano Djwhal Khul



Na Lua Cheia, os canais estão abertos, desimpedidos; a ação é mais fácil; a comunicação também é mais fácil. A Natureza inteira atinge um clímax – cresce, expande-se, avoluma-se; é a própria Mãe do Mundo no seu movimento de parir. Então, tudo está propício para o ato de dar à Luz.
            Na Lua Cheia, o corpo etérico do planeta fica mais sensível a um trabalho de LUZ – a uma mentalização, a uma visualização, a uma irradiação de Cura e de Paz. Assim, se uma pessoa, no plenilúnio, colocar-se à disposição da Grande Fraternidade Branca, oferecendo-se para participar da Obra de Redenção Planetária – ora, muito mais prontamente receberá uma resposta porque, a própria comunicação está facilitada.
            Para a alma que clama pelo Cristo, pela Luz, pela Liberdade, pelo Amor, a Lua Cheia pode tornar-se um selo da aliança da Grande Vida com os Filhos dos Homens.

            Numa instrução sobre a importância da Lua Cheia, o Mestre Djwhal Khul, prescreveu um procedimento através do qual o Filho do Homem pode entrar mais facilmente em contato com Deus e com a Hierarquia da Luz Planetária. Trata-se de uma meditação que tem por objetivo colocá-lo em contato com a sua própria alma, com a alma da humanidade, com a alma do mundo, com o seu Mestre, com os Anjos Solares, com os Elohim, enfim, com todo o Espírito da Santa Hierarquia, estendendo essa comunicação até aos Centro de Luz mais longínquos.
            A meditação deve ser realizada no decorrer de uma semana (três dias antes do plenilúnio, no próprio dia da Lua Cheia e nos três dias subseqüentes), de preferência sempre à mesma hora por uma questão de ritmo. Nesse exercício, cada dia tem um nome e uma função, pensamentos-chave em que a mente deve se fixar e um trabalho interno que tem que ser desenvolvido. Porém, genericamente, considerando-se os três primeiros dias como sendo de PREPARAÇÃO; no quarto dia, em plena Lua Cheia, ocorre o CONTATO; e os três dias seguintes são de COLHEITA. Quanto ao sétimo dia especificamente, ou seja, o último dia da meditação, este também é chamado de RESSURREIÇÃO, na medida em que se dá o domínio do Espírito sobre a matéria e, por ser assim, permite ao discípulo avançar mais um passo em direção ao REINO DOS CÉUS. E, a propósito, é bom lembrar o verdadeiro significado de Ressurreição dado por S. Radhakrishna: “Ressurreição não é o levantar dos mortos de túmulos, mas a passagem da morte da auto-absorção para a vida do Amor altruísta, a transição das trevas do individualismo egoísta para a Luz do Espírito Universal, da falsidade para a Verdade, da escravidão do mundo para a Liberdade do Eterno.”
            A meditação, que dura mais ou menos 15 ou 20 minutos e que começa por um relaxamento, um aquietamento do corpo de da respiração é a seguinte:

PRIMEIRO DIA: O DIA DA CONFIANÇA
            Eu confio na existência do Cristo, eu confio na existência da Hierarquia da Luz, eu confio na verdade de que todo homem é um centelha da Verdade de Deus, é a Realidade que sempre desabrocha e floresce vitoriosamente.
            O Amor é a verdadeira expressão da Vida de Deus. O Amor é, essencialmente, a compreensão da fraternidade, é o reconhecimento de que nós somos, todos, filhos do Pai Uno, e, por conseguinte, o Amor que nos une é piedade e compaixão, é compreensão e paciência.
            Existe uma interação, uma unidade muito íntima entre meu corpo físico e o sistema solar. O meu coração é a própria pulsação solar. EU SOU Amor.
            EU SOU um Centro do Amor Divino, cada dia melhor manifestado aqui na Terra – eu confio nisso plenamente.
            Este trabalho divino de me transformar em Amor está sendo feito pelo próprio Centro de Amor do Universo. Com gratidão, entro agora em contato com esse Grande Centro e lá, em consciência, permaneço.

SEGUNDO DIA: O DIA DA ASPIRAÇÃO
            A partir de agora, o meu veículo astral (isto é, o corpo das minhas emoções e sentimentos) está sendo erguido a um patamar superior de sensibilidade, beleza, adoração e enlevo.
            Amor: eis a Herança, eis a natureza do Único Eu que Somos todos nós.
            Como eu e o Pai Somos Um, toda a minha confiança é depositada Nele e também neste EU que EU SOU.
            EU SOU a própria Consciência. E nessa Consciência que EU SOU, estão compreendidos todo o Universo e todos os mundos que ainda estão por vir.
            Pois a Consciência que EU SOU e a Consciência que é Deus são uma única e a mesma Consciência.

TERCEIRO DIA: O DIA DA DEDICAÇÃO
            A partir de agora, o meu corpo mental está sendo preenchido por muita Energia e expandido para abrigar novos valores transcendentais.
            À semelhança de um lótus, o cálice da minha consciência recebe agora os Raios do Infinito. Eles são a Energia de uma Nova Era e do Terceiro Milênio, e eu compreendo perfeitamente que essa Energia não pode ser retida pois tem que ser compartilhada e doada.
            Firmo agora um solene compromisso: essa Energia que está entrando será usada única e exclusivamente para a realização do Plano Divino e para a elevação da humanidade como um todo.
            Eu me volto conscientemente para o Sol Central Interno, o Cristo em mim, esta esfera de Fogo Radiante que é o meu EU real – este EU que EU SOU e que irradia Luz e Amor em todas as direções.
            Permaneço nessa Consciência durante todo o dia de hoje e nos dias futuros, envolvendo tudo e todos em Sabedoria e Amor.

QUARTO DIA: LUA CHEIA – O DIA DO CONTATO
            Eu me reconheço como uma existência imortal, como um Deus Eterno e uma parcela do Infinito. Não sou apenas Inteligência em ação, mas também sou Amor-Sabedoria. EU SOU Amor Inteligente expressando-se, livre e vitoriosamente.
            Em virtude desse reconhecimento, eu comando: que se realize agora o Contato entre o Fogo mais alto que É em mim (o Cristo que EU SOU), o Fogo da Hierarquia Branca e o Centro Onde a Vontade de Deus É Conhecida (a Casa do Pai neste planeta, Shamballa)! Sim, que se realize e que seja agora! Já!
            (Pausa, Puro silêncio. Atenção plena para o Contato, que já se realiza, Comunhão como os Seres de Luz. Saudação à bela Luz Cheia, símbolo da Grande Mãe, Alegria, Louvor, Paz. Puro silêncio. Depois, segue-se a Grande Invocação, que poderá ser para a Nova Era o que foi o Pai Nosso para o Cristianismo e o Salmo nº 23 para os judeus. Essa Invocação, a que só tinham acesso os discípulos mais adiantados de todas as eras, foi transmitida à humanidade por Jesus, o Cristo, na Lua Cheia do signo de Gêmeos do ano 1945).

A GRANDE INVOCAÇÃO
Do Ponto de LUZ na Mente de Deus,
Flua LUZ às mentes dos homens;
            Que a LUZ desça à Terra.
Do Ponto de AMOR no Coração de Deus,
Flua AMOR aos corações dos homens;
            Que o CRISTO volte à Terra.
Do Centro onde a Vontade de Deus é conhecida,
Guie o Propósito as pequenas vontades dos homens,
            O Propósito que os Mestres conhecem e a que servem.
Do Centro a que chamamos raça dos homens,
Cumpra-se o Plano de AMOR e LUZ
            E mure-se a porta onde mora o mal.
Que a LUZ, O AMOR e o PODER restabeleçam o Plano de Deus na Terra!

QUINTO DIA: O DIA DO REGISTRO
            Eu agora tenho acesso a um novo tipo de Energia – é a própria Energia da Vida, impregnada de propósito e ativada pela intenção.
            Essa Energia, então, começa a descer e a circular livremente em todos os meus corpos; ela se apossa do meu veículo mental, purifica o emocional, regenera o físico.
            EU SOU.
EU SOU e me abro para o Cosmos, para níveis mais elevados de Consciência e Vida.
EU SOU um ser divino que cada vez mais se expressa através de um corpo divino.      
LUZ, AMOR e PODER - EU SOU!

SEXTO DIA: O DIA DA ASSIMILAÇÃO
            A Hierarquia Espiritual é um verdadeiro vórtice de atividade amorosa, o lugar onde se reúnem as Energias provenientes do Centro da Vontade Divina e da humanidade – é, pois, o Centro da Inteligência Divina. O Mestre Jesus Cristo se orientou para esse Centro, e por isso eu também, como Cristo imanente que Sou, também me oriento em sua direção.
            (Um breve silêncio, em que se consideram os efeitos de transformação, e de transmutação e de transfiguração que já vêm ocorrendo por conta do contato com a Hierarquia, que é o Grande Centro. Depois, o discípulo reconhece que:)
            EU SOU um cidadão do Reino dos Céus e, como tal, vivo como alma que Sou, em todos os aspectos da minha natureza, através de minha mente e emoções e no plano físico da vida.
            (Sendo um cidadão do Reino, o discípulo estabelece normas de conduta, tais como:)
            Trato de Amar, não de odiar.
            Trato de Servir, não de ser servido.
            Trato de Curar, não de ferir.

SÉTIMO DIA: O DIA DA IRRADIAÇÃO OU DA RESSURREIÇÃO
            “Sede, pois perfeitos como vosso Pai Celestial é perfeito”, disse o Cristo. Por isso, eu reconheço a capacidade de todo ser humano para colocar-se em sintonia com a Mente do Cristo e conhecer o que Ele quer que se saiba.
            Um dos efeitos da LUA e do Plano de Deus é a Ressurreição, que significa vida plena, vida abundante.
            EU SOU a Ressurreição e a Vida, EU SOU a confiança plena no Cristo e na Hierarquia, EU SOU a firme decisão de expressar o Plano na Terra, EU SOU a coragem de me colocar a serviço do mundo e da humanidade. EU SOU um Servidor do Mundo.
            Eu desempenho minha tarefa com séria aspiração. Eu olho para o alto e ajudo embaixo. Não sonho nem descanso: eu ajo, eu sirvo, eu oro. EU SOU a Cruz, EU SOU o Caminho.
            Eu caminho sobre a Obra que faço, elevo-me sobre meu imolado eu. Mato o desejo e luto sem esperar recompensa. Eu renuncio à paz. Perco o meu repouso e, na tensão da dor, perco também o meu eu. Então eu acho o meu Eu e entro na PAZ!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Meditação no Yantra




Todos os dias meditamos um pouco. Parece surpreendido?? Meditar é apenas a concentração focada em algo. Se estamos a ler ou a dançar ou a cozinhar com amor, estamos a meditar. Por vezes é bem mais fácil ter acesso a soluções desta maneira do que propriamente meditar nos desafios.
No Espaço fazemos diversos tipos de meditação que no fundo são partilhas. Há meditações guiadas silenciosas, há cânticos,  há leituras.... Cada uma é diferente da anterior pela energia do grupo. 
No entanto, é bem verdade que saímos mais ricos deste momento.
Não é obrigatório participar de um grupo, podemos no aconchego do lar fazer o nosso próprio silêncio interior e escutar o coração. Mas o grupo torna-se mais coeso nesta união e começa a ser tão usual ir à meditação como ir a um baile, a uma reunião de amigos ou a uma festa.
O nosso espirito é mesmo esse, o de festa. A festa atrai alegria, aumenta a vibração e permite que a sabedoria interior se expresse. No fundo todos somos mestres e alunos a todo o instante.
Os benefícios são imensos, muitos comprovados e documentados. Se tem aquilo a que chamamos preguiça, para meditar sozinho, junte-se a nós.
É sempre benvindo!!
Namaste